Gente minha, eis-me aqui outra vez. Poucas pessoas tiveram acesso ao meu blog anterior. Não o promovi e só escrevi três vezes, ainda em 2008, mas agora tentarei ser presente neste novo espaço, apesar de não ter me acostumado (ainda) a essa ferramenta chamada blog, que eu achava chata bagarai. Bom, mas tudo pode mudar, porque até do Twitter eu aprendi a gostar (@nadicadenadia) pode entrar, eu deixo você espiar.
Então... Pra início de conversa, vou relatar algo que para mim é muito, muito importante mesmo: minha vida ai, meu ego. Quem me conhece de verdade, mesmo que não esteja perto fisicamente, sabe como minha autoestima nunca foi das melhores, parece, mas não é coisa de mulherzinha e isso é difícil de ser explicado, porque desde que me entendo por gente me sinto assim, só quem passa por isso sabe do que estou falando. Apesar de ser gente boa, engraçada, uma amiga leal, como muitos amigos já me definiram, sempre tive um humor muito instável, me irrito facilmente e às vezes sou muito sincera. É que acho chato barrar os sentimentos "saindo" da minha boca, mesmo que sejam os sentimentos ruins.
Acontece que, tempos atrás, coisa de dois, três anos, eu piorei (por alguns motivos dos quais vou falar apenas sobre um). Eu engordei. De novo, não é coisa de mulherzinha. Engordei muito. Oito anos atrás eu pesava 55 quilos e esse ano cheguei a você tá querendo demais achando que vou falar o peso ao qual cheguei quilos. Tudo bem, na casa dos 70 (como é difícil falar sobre isso). Fiz regime de engorda, né? Se engordar quando não se quer já é difícil, imagine pra mulherada! Mulher come emoção, sabia? 95% das moçoilas que exageram na hora de comer o fazem por algum motivo emocional. Vi isso numa pesquisa que agora não lembro onde, mas nem vai fazer diferença na sua vida, né não?
E eu super me encaixei às estatísticas. Comi quando me sentia triste, nervosa, ansiosa, com raiva. E isso se refletiu rapidamente na minha imagem. E sendo eu alguém muito instável emocionalmente, deu no que deu... Sempre tive uma alimentação super saudável, coisa que meus pais me ensinaram. Faço as tão famosas seis refeições diárias, como pouco arroz, quase nada de massas e sanduíches, mas nunca resisti a um doce, chocolate, então... o paraíso do meu mundinho.
Na verdade, a comida, e principalmente o chocolate, eram minha válvula de escape. Daí a bola de neve se fez. Comia, engordava, me achava feia, ficava triste, sumi da vida social por me sentir feia e triste, comia novamente e assim segui. Nem preciso contar a catástrofe da vida sentimental. Minhas roupas cada vez se perdendo, eu comprando outras cada vez maiores. E sabe qual era a música que tocava na minha cabeça? Não vou me adaptar, dos Titãs: "Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia, não encho mais a casa de alegria, os anos se passaram enquanto eu dormia". E como eu dormi!
Mas na situação em que eu me encontrava, tinha que mudar, pois meu corpo me alertava: dores, maior frequência de enxaquecas, pés inchados todas as noites, tonturas, taquicardia... Aí em 2010 ficou mais difícil. Não precisei ir a nenhum especialista, mas tenho quase certeza de que tudo o que eu estava passando era uma depressão, da qual pouquíssimas pessoas souberam. Nem sei se esses sintomas foram a causa ou o agravante da possível doença. Não queria ser fotograda, chorava sempre (ainda tinha que trabalhar!), me sentia mais feia, não tinha vontade de fazer as unhas e passar batom (quem me conhece sabe que isso é difícil de acontecer), de pentear os cabelos, de levantar da cama, de viver...
O ápice de tudo foi em meados de maio. Os amigos ligavam me convidando pra sair, eu sempre dava um bolo. Me tranquei no meu mundo e as pessoas achavam que eu sumi simplesmente por sumir, mas ninguém me procurou, exceto a Édila e o Renê, dois grandes amigos, e a Araída, ex-colega de inglês. Foi um up que recebi. Alguns amigos mais próximos são muito ocupados, entendo, mas outros hoje me perguntam por que não os procurei naqueles momentos. Se nem eu sabia onde havia guardado a velha Nádia.
Àquela altura, eu já havia marcado endocrinologista e aguardava a data da consulta. Pois bem, chegou o dia, o médico passou os exames básicos e ao entregá-los no retorno, a surpresa: triglicerídeos e colesterol ruim alterados. E eu jurando que a alteração maior seria na glicemia, que deu normal. Mas taxa alta de triglicerídeos também é influenciada pelos açúcares... Resultados em mãos, uma longa conversa com o Dr. Carlos Eduardo Amaral (super recomendo), era hora de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Medicamento, dieta e exercícios físicos. E muita determinação. No cardápio, mais alimentos integrais, desnatados, light, diet, zero. Até chocolate zero, minha gente! Só que mudanças nem sempre são fáceis. Comecei o tratamento em setembro e já tive vontade de chutar o balde, abusei alface e pepino japonês (que sempre gostei tanto), mas quando me vêm esses pensamentos, imagino como seria difícil viver todos os pesadelos novamente. E sigo. Claro que as tentações são muitas e às vezes caio nelas, não dá pra radicalizar. O que importa é a consciência que tenho de que todo esse esforço é pra minha saúde. O resto é consequência.
Atualmente estou bem e descobri na caminhada/corrida ao ar livre um enorme prazer. Quando começo a correr, me sinto o próprio Forrest Gump! Risos. Agora, o melhor: primeira revisão, -4,3kg; segunda revisão, -3,4kg. Contando que fui ao endocrinologista no início de novembro, já se foram mais de 8 quilos. Exterminados, e não perdidos, porque o que a gente perde talvez um dia encontre e os quilos exterminados não voltarão. Não mesmo. Porque quero levar minhas novas escolhas pelo resto da minha vidinha.
Semana passada estava eu olhando uma foto tirada em julho e vi a diferença. Cara, eu tô muito feliz, apesar dos meus fantasmas (é um trabalhão cuidar melhor da minha cachola). E queria compartilhar isso com quem lê agora e agradecer a todos que estão me apoiando. Ah, a alegria de entrar nas roupas novamente, a vontade de mandar apertar as que ficaram muito folgadas! Que felicidade me ver, olhar meu corpo no espelho, me sentir mais mulher, mais consciente de mim e das minhas possibilidades. Ah, minha autoestima... Sim, acho que isso é coisa de mulherzinha.
Nadinhaaaaaa. Gostei da inicitiva...não sabia que gostava de blogs...!!! Já to seguindo, viu? beijoss!!!!
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