Que bom que você veio!

Se você chegou aqui é porque teve algum tipo de curiosidade. Então, lhe convido a ler e comentar meus textos. Este é só um espaço de opiniões, convicções, sentimentos e desabafos, traduzidos e transcritos para a tela de um computador. O que você verá aqui? Nada de mais! Digamos que serão generalidades... Ah! E não espere pseudointelectualismo dessa simples pessoa. Definitivamente, não tenho vocação para isso. Seja bem-vindo, fique à vontade e volte sempre!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Então é Natal (novamente e sempre).

Resolvi passar por aqui porque hoje é uma data que me deixa profundamente sensível, mais que o normal. Que bom comemorar o nascimento de Jesus Cristo! Quanta emoção esse simbolismo traz! Costumo dizer que o Natal é a época mágica do ano. A cidade fica mais bonita (Palmas foi exceção em 2010, melhor nem comentar), as pessoas ficam mais "verdadeiras", os sentimentos afloram.
Bem que todos os melhores sentimentos poderiam permanecer o ano inteiro, né? E que bom seria se as pessoas se mostrassem como são sem máscaras, sem se forçarem até a conversar com alguém de quem costumam não gostar no resto do ano. Pra que tanta falsidade? Tenha dó...
É, mas de repente, o Natal faz isso. Tem o poder de transformar, como nenhuma outra data é capaz. E acho que isso tem a ver com os ensinamentos que o aniversariante nos deu. Lições que nos mostram o nosso melhor, as nossas falhas, nos permite uma auto-análise. São os ensinamentos que Jesus nos deu sobre como amar ao outro como a nós mesmos. Acho que percebi isso na ceia que preparei em casa.
Como não gosto de deixar a data passar em branco, combinei com minha mãe que iríamos ter ceia, mesmo que fôssemos somente nós duas, já que os moradores da nossa casa estão quase se resumindo a nós. Convidamos dois amigos que não têm família em Palmas. Um deles é meu vizinho, que já vem há uns três ou quatro Natais. Mora só, tem um problema pessoal muito difícil. E é super gente boa. Ao sair, cumprimentou a mim e à minha mãe. Disse que é verdadeiramente grato por sempre o convidarmos para nossas ceias, pois, do contrário, ficaria em casa e só.
Foi um gesto simples, a ceia também, mas me marcou. Faz tão bem fazer o bem a quem precisa! E eu sei que isso é algo dado por Deus, esses pequenos momentos, as amizades que a gente nem sabe como são presentes, a doação, o agradecimento. Esse espírito, sim, é o Natal que eu aprendi. Não esse aí que ouço neste momento. Literalmente. Para mim, Natal é família, são os amigos, é a fé. Mas respeito quem pensa diferente, que faz de uma data tão especial uma cachaçada. Por isso, fico reclusa. Desculpem, mas não é para mim.
E falando em comemoração, me lembro de como eram os Natais da minha família, quando eu era criança, lá no Bico do Papagaio. Os irmãos da minha mãe, meus primos, meus irmãos, meus pais. Putz! Era bom mesmo... Mas as coisas mudam, a vida traz surpresas, e há muito tempo minha família não comemora um Natal junta. Falo de família papai-mamãe-irmãs-irmão-sobrinhos. Que eu me lembre, foi em 2000, em Brasília. Isso me faz falta.
Graças a Deus estamos todos vivos, um grande motivo para não deixarmos de comemorar, de alguma forma. Mas um Natal comemorado em casa somente por mãe e filha, numa família que ainda tem duas filhas, um filho, e suas respectivas famílias, não me torna a pessoa mais feliz do mundo, por mais que eu não deixe transparecer minha frustração.
O Natal é belo, os bons sentimentos aparecem, mas eu ainda não aprendi as lições de que esquecer o orgulho nos torna mais gente, de que perdoar alguém (por mais que esse alguém nunca tenha pedido seu perdão) nos torna mais leves . Esse será somente mais um Natal em que meu pai não ligará. O pior é eu ter me acostumado com isso e a fazer exatamente o que ele faz. Porque eu sou orgulhosa. Ainda. Sim, penso que isso foi um desabafo. Merry Christmas!

domingo, 21 de novembro de 2010

Eu voltei pra ficar, até quando minha vontade deixar.

Gente minha, eis-me aqui outra vez. Poucas pessoas tiveram acesso ao meu blog anterior. Não o promovi e só escrevi três vezes, ainda em 2008, mas agora tentarei ser presente neste novo espaço, apesar de não ter me acostumado (ainda) a essa ferramenta chamada blog, que eu achava chata bagarai. Bom, mas tudo pode mudar, porque até do Twitter eu aprendi a gostar (@nadicadenadia) pode entrar, eu deixo você espiar.
Então... Pra início de conversa, vou relatar algo que para mim é muito, muito importante mesmo: minha vida ai, meu ego. Quem me conhece de verdade, mesmo que não esteja perto fisicamente, sabe como minha autoestima nunca foi das melhores, parece, mas não é coisa de mulherzinha e isso é difícil de ser explicado, porque desde que me entendo por gente me sinto assim, só quem passa por isso sabe do que estou falando. Apesar de ser gente boa, engraçada, uma amiga leal, como muitos amigos já me definiram, sempre tive um humor muito instável, me irrito facilmente e às vezes sou muito sincera. É que acho chato barrar os sentimentos "saindo" da minha boca, mesmo que sejam os sentimentos ruins.
Acontece que, tempos atrás, coisa de dois, três anos, eu piorei (por alguns motivos dos quais vou falar apenas sobre um). Eu engordei. De novo, não é coisa de mulherzinha. Engordei muito. Oito anos atrás eu pesava 55 quilos e esse ano cheguei a você tá querendo demais achando que vou falar o peso ao qual cheguei quilos. Tudo bem, na casa dos 70 (como é difícil falar sobre isso). Fiz regime de engorda, né? Se engordar quando não se quer já é difícil, imagine pra mulherada! Mulher come emoção, sabia? 95% das moçoilas que exageram na hora de comer o fazem por algum motivo emocional. Vi isso numa pesquisa que agora não lembro onde, mas nem vai fazer diferença na sua vida, né não?
E eu super me encaixei às estatísticas. Comi quando me sentia triste, nervosa, ansiosa, com raiva. E isso se refletiu rapidamente na minha imagem. E sendo eu alguém muito instável emocionalmente, deu no que deu... Sempre tive uma alimentação super saudável, coisa que meus pais me ensinaram. Faço as tão famosas seis refeições diárias, como pouco arroz, quase nada de massas e sanduíches, mas nunca resisti a um doce, chocolate, então... o paraíso do meu mundinho.
Na verdade, a comida, e principalmente o chocolate, eram minha válvula de escape. Daí a bola de neve se fez. Comia, engordava, me achava feia, ficava triste, sumi da vida social por me sentir feia e triste, comia novamente e assim segui. Nem preciso contar a catástrofe da vida sentimental. Minhas roupas cada vez se perdendo, eu comprando outras cada vez maiores. E sabe qual era a música que tocava na minha cabeça? Não vou me adaptar, dos Titãs: "Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia, não encho mais a casa de alegria, os anos se passaram enquanto eu dormia". E como eu dormi!
Mas na situação em que eu me encontrava, tinha que mudar, pois meu corpo me alertava: dores, maior frequência de enxaquecas, pés inchados todas as noites,  tonturas, taquicardia... Aí em 2010 ficou mais difícil. Não precisei ir a nenhum especialista, mas tenho quase certeza de que tudo o que eu estava passando era uma depressão, da qual pouquíssimas pessoas souberam. Nem sei se esses sintomas foram a causa ou o agravante da possível doença. Não queria ser fotograda, chorava sempre (ainda tinha que trabalhar!), me sentia mais feia, não tinha vontade de fazer as unhas e passar batom (quem me conhece sabe que isso é difícil de acontecer), de pentear os cabelos, de levantar da cama, de viver...
O ápice de tudo foi em meados de maio. Os amigos ligavam me convidando pra sair, eu sempre dava um bolo. Me tranquei no meu mundo e as pessoas achavam que eu sumi simplesmente por sumir, mas ninguém me procurou, exceto a Édila e o Renê, dois grandes amigos, e a Araída, ex-colega de inglês. Foi um up que recebi. Alguns amigos mais próximos são muito ocupados, entendo, mas outros hoje me perguntam por que não os procurei naqueles momentos. Se nem eu sabia onde havia guardado a velha Nádia.
Àquela altura, eu já havia marcado endocrinologista e aguardava a data da consulta. Pois bem, chegou o dia, o médico passou os exames básicos e ao entregá-los no retorno, a surpresa: triglicerídeos e colesterol ruim alterados. E eu jurando que a alteração maior seria na glicemia, que deu normal. Mas taxa alta de triglicerídeos também é influenciada pelos açúcares... Resultados em mãos, uma longa conversa com o Dr. Carlos Eduardo Amaral (super recomendo), era hora de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Medicamento, dieta e exercícios físicos. E muita determinação. No cardápio, mais alimentos integrais, desnatados, light, diet, zero. Até chocolate zero, minha gente! Só que mudanças nem sempre são fáceis. Comecei o tratamento em setembro e já tive vontade de chutar o balde, abusei alface e pepino japonês (que sempre gostei tanto), mas quando me vêm esses pensamentos, imagino como seria difícil viver todos os pesadelos novamente. E sigo. Claro que as tentações são muitas e às vezes caio nelas, não dá pra radicalizar. O que importa é a consciência que tenho de que todo esse esforço é pra minha saúde. O resto é consequência.
Atualmente estou bem e descobri na caminhada/corrida ao ar livre um enorme prazer. Quando começo a correr, me sinto o próprio Forrest Gump! Risos. Agora, o melhor: primeira revisão, -4,3kg; segunda revisão, -3,4kg. Contando que fui ao endocrinologista no início de novembro, já se foram mais de 8 quilos. Exterminados, e não perdidos, porque o que a gente perde talvez um dia encontre e os quilos exterminados não voltarão. Não mesmo. Porque quero levar minhas novas escolhas pelo resto da minha vidinha.
Semana passada estava eu olhando uma foto tirada em julho e vi a diferença. Cara, eu tô muito feliz, apesar dos meus fantasmas (é um trabalhão cuidar melhor da minha cachola). E queria compartilhar isso com quem lê agora e agradecer a todos que estão me apoiando. Ah, a alegria de entrar nas roupas novamente, a vontade de mandar apertar as que ficaram muito folgadas! Que felicidade me ver, olhar meu corpo no espelho, me sentir mais mulher, mais consciente de mim e das minhas possibilidades. Ah, minha autoestima... Sim, acho que isso é coisa de mulherzinha.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

E a corrupção vai bem...

Depois de tanto tempo, olha eu aqui novamente! E é por uma causa nobre.
Nesse dia 09 foi comemorado o Dia Internacional Contra a Corrupção. Eu só soube disso no dia mesmo, após cinco anos de instituição da tal data. E quanta corrupção há nesse mundo! Olhando para o "calabouço" dessa palavra, podemos ver como ela é feia. Pode significar podridão, mas também, decomposição, putrefação, e ainda, devassidão, adulteração, suborno e prevaricação. Escolha qualquer um desses significados, pois eles rondam nossas vidas constantemente. Não sei se dá para fugirmos disso tudo, até porque a mera condição de sermos humanos não nos imuniza. Definitivamente, são raros os humanos incorruptíveis. Muitas pessoas possuem uma visão "sonhadora" da corrupção e associam a tal aos políticos. Realmente, que classe digna da palavra... São os exemplares perfeitos da personificação da corrupção. Espere um pouco, caro leitor...
A proposta aqui não é defender os políticos, nem tampouco dar uma lição de moral. Como humana que sou, também tenho muitos erros. Que fique claro. Mas quando fala em corrupção, você costuma refletir sobre a sua condição? Será que você está tirando o cisco do seu olho? Corrupção é somente o que vemos os políticos fazendo de errado? Por acaso os detalhes do nosso cotidiano não sugerem nada? Hummm... Aposto que você nem lembra daquela fila furada no banco, daquele dever não cumprido, daquela vontade de conseguir um QI (Quem Indique) para um novo emprego. Vamos combinar que essa vida não está muito fácil, não é mesmo? Eu que o diga...
Nesse dia de combate à corrupção, aconteceu um fato muito interessante, para não dizer deplorável... Foi a público a denúncia de que o governador de Illinois, nos Estados Unidos, estaria negociando a cadeira que Barack Obama deixará no Senado. Em Illinois é permitido que o governador indique um nome para ocupar a cadeira do político que renunciou. Mas o honesto político estava vendendo a vaga. Ah, mas o Obama ainda nem saiu do cargo e já estão tentando faturar com isso. O moço é forte mesmo.
Rod Blagojevich. Esse é o nome do governador. O senhor de olhos verdíssimos parece já acostumado com corrupção. Já está até sob investigação por causa de cobrança de propina, de fraude. Foi preso. E solto. E nem precisou de muito dinheiro. Barack Obama pediu a renúncia do colega democrata. Não se sabe no que vai dar. Aliás, temos uma idéia...
Calabresa, quatro queijos ou portuguesa? Outra alternativa? Prefiro carne de sol, bem brasileira. E quanta corrupção no Brasil! Numa lista divulgada nesse dia 09 de dezembro, sobre a presença da corrupção em empresas de todo o mundo, o Brasil também é protagonista. Um belo 5º lugar. Às vezes me dá uma vergonha...
Mas às vezes, vejo que pouco temos feito para combater essa praga. É muito cômodo fingirmos que não vemos nada. Eu tenho meu trabalho, fiz uma faculdade, ganho meu dinheiro, tenho amigos e vivo num país maravilhoso. Por que nos preocuparmos com isso?
Em casa, no trabalho, na rua, no futebol, na política. A corrupção já está enraizada. Virou instituição. E vamos vivendo, como nos convém. Viver num país de mentiras é bom. Não precisamos nos incomodar com a realidade. Afinal, o que você tem com isso? O que você tem a ver com a corrupção?

Cadê os prefeitos?

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Olá, pessoal! Tudo bem? Bom, para a estréia oficial desse blog, meu primeiro post é, com certeza, algo que realmente me preocupa: o empenho dos gestores municipais frente aos assuntos de elevada importância numa administração pública.

Na última terça, dia 28, participei de um seminário promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Na verdade, eu nem havia planejado participar do evento, mas gostei muuuuuito. Cheguei até a me achar meio "intrometida" por participar de um evento em que foram convidados os prefeitos eleitos. Mas a notícia está em tantos lugares... Claro, era para eu estar lá mesmo!Sou ciente de que muitos políticos simplesmente não dão a mínima para fatores que podem fazer uma administração consistente.

Obviamente, não sei os motivos da ausência de muitos dos prefeitos tocantinenses. Mas fiquei pasma quando o funcionário da CNM me repassou os números do evento. Temos 139 municípios no Tocantins, mas participaram do seminário apenas 70 prefeitos! Temas importantíssimos foram debatidos e muito bem expostos pelos palestrantes. Pude constatar isso somente numa única tarde do evento. Previdência social, impostos, saúde, lei de responsabilidade fiscal, educação. Tudo isso foi explanado. Temas que realmente fazem diferença se forem bem trabalhados pela administração pública. O Fundeb foi um assunto que chamou muito a atenção dos presentes. Mas somente 70 prefeitos participando, creio que a educação tocantinense só tem a perder.

Como o prefeito pretende gerir algo, se alguns conhecimentos essenciais para a gestão são ignorados? Imagino que os prefeitos ausentes perderam muito por não participar. Mais que isso. Quem mais perde é a sociedade.Tudo bem que palestras em plena tarde são muito "cansativas". Mas ouvir um prefeito falar que preferia "trabalhar" a ouvir aquelas palestras... Ora, o estimado prefeito não sabe que para TRABALHAR como prefeito é preciso CONHECER os mais variados temas, e também saber dos problemas sociais para que eles possam ser minimizados.

Ouvi o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, falando, em uma das suas intervenções, da necessidade de o prefeito possuir assessores capacitados para auxiliar na gestão. "Ou tem gente competente ou vai ficar pior do que está", disse ele. Concordo. E concordo também que o povo realmente não conhece "seus" políticos. Se houve uma evasão tão significativa num evento para prefeitos, e muitos deles não mandaram nem representantes, creio que vai mesmo ficar pior do que está. Depois a gente fica se perguntando o porquê de tantos municípios "falidos". Com má gestão, com falta de preparo, é quase impossível não acontecer isso. Se nem os gestores possuem preparo suficiente...

Tomara que eu esteja enganada e que não veja, a cada dia, mais e mais denúncias de corrupção. Tomara que esse seminário da CNM tenha chegado com eficácia a cada prefeito que estava presente na Associação Tocantinense de Municípios. Tomara que o povo tenha ganhado gestores de qualidade. Gostaria muito que o meu Estado e o meu país fossem diferentes. Pena que não sou tão otimista com isso...

Postado por Nádia Sousa às
10:49

2 comentários
Joni disse...
Parabéns pelo texto nádia, sua visão política é algo que merece atenção, concordo com tudo que disse.A maioria dos politicos é assim mesmo, só quer mamata e nada de retribuir os votos.Enquando continuar essa política do "Faz de qualquer jeito que ta bom" o Tocantins (que é nosso foco) não vai pra frente
31 de Outubro de 2008 10:27

Adenauer disse...
Parabéns pela iniciativa!Gostei da análise e desejo sucesso na nova experiência!beijos
10 de Novembro de 2008 01:56